“ (...) Nos EUA, a
maioria das famílias é cristã. O avô é crente, os pais são crentes e os filhos
também. Em algumas famílias, são realmente gerações de crente genuínos e, desde
novos, os pais ensinam os filhos a respeito dos princípios e valores da CORTE,
do caminho maravilhoso de santidade que conduz ao casamento. Nessas famílias, é
costume os pais derem a suas filhas um cartão, quando elas chegam à adolescência.
Nesse cartão constam os dados dessa garota e o nome e telefone do pai. Esse é o
chamado Cartão da CORTE. O pai se senta com a filha e lhe ensina que ela é diferente
das colegas da escola, mostra seus valores e sua identidade: “Você é uma
princesa de Deus”, ele resume. E dá algumas dicas para lidar com garotos bem
(ou mal) intencionados que se aproximarem dela, querendo namorar, ficar e
assediar: “ Entregue seu cartão a ele e diga para me ligar e vir falar comigo”.
(...)
Numa dessas famílias,
o pai veio ter com sua filha e lhe entregou o Cartão da CORTE, e disse: “Filha,
você é uma princesa. Se algum dia um homem se aproximar de você querendo
namorá-la, entregue a ele este cartão. Se algum homem quiser ‘levá-la para cama’,
me ligue de onde estiver, a qualquer hora”. Ela disse: “Sim, papai. Quer dizer que
posso contar contigo? Ótimo!”
Bem, a garota
cresceu, amadureceu, foi aprovada no “Hall da CORTE” e encontrou um garoto
interessante na igreja que chamou para se relacionar- na CORTE, claro. Como
resposta, ela entregou seu cartão para ele e logo ele entrou em contato com o
pai dela. Os dois, o garoto e o pai da moça, marcaram várias reuniões, juntos
com ela, só os dois em separado, almoços em família, lanches. O garoto foi
aprovado pelo pai da moça e eles entraram na CORTE, noivaram e se casaram em um
ano e meio.
O dia da cerimônia do
casamento foi um dia maravilhoso e muito emocionante para a garota e para seu
pai, afinal ambos tinham planejado e vivido tudo juntos, era um projeto da família.
A cerimônia foi maravilhosa, um culto cheio de unção de Deus, como se os céus estivessem
sorrindo, em sinal de aprovação àquele caminho seguido pelos jovens.
Depois da cerimônia e
da festa, já pela madrugada, os noivos foram para a suíte nupcial e os pais
para casa. Altas horas da noite, o telefone toca na casa do pai da garota. Ele acorda
assustado para atender o telefone pensado: “Será que aconteceu algo errado com
minha filha?” quando ele atende é ela ao telefone:
- Pai, estou te
ligando...
-Sim, minha filha.
Aconteceu algo de errado? Que foi? – interrompeu apavorado o pai.
- Não. Nada de
errado. Bem, o senhor lembra daquele trato que fizemos no dia que o senhor me
deu o cartão da CORTE?
-Sim, minha filha. –
respondeu o pai com voz embragada.
-Lembra de tudo o que
o senhor falou?
-Certamente... –
disse em lágrimas.
- Realmente eu sou
uma princesa, estou sendo tratada como tal... – do outro lado só lágrimas do
pai – Estou te ligando porque tem um homem
tentando me levar para cama...
-Sim, minha filha.
Obrigado por ter confiado no papai. Quero lhe dizer algo: tenha a primeira das
melhores noites benditas que você terá na sua vida ao lado do seu príncipe. Abençoo
sua primeira relação intima, Abençoo e declaro que você desfrute do prazer real
, em amor e diante de Deus. Fiquem na
graça de Deus, filha...- Lembrou ele- desfrute do melhor, com liberdade e
alegria. Vocês merecem.
- Amém. Obrigada pai.
– e desligaram os telefones.
(...)”
LIVRO- NO HALL DA
CORTE - JOSÉ CARLOS ASSIS MELO JR.
2009
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