quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Uma linda história à sombra do pai

“ (...) Nos EUA, a maioria das famílias é cristã. O avô é crente, os pais são crentes e os filhos também. Em algumas famílias, são realmente gerações de crente genuínos e, desde novos, os pais ensinam os filhos a respeito dos princípios e valores da CORTE, do caminho maravilhoso de santidade que conduz ao casamento. Nessas famílias, é costume os pais derem a suas filhas um cartão, quando elas chegam à adolescência. Nesse cartão constam os dados dessa garota e o nome e telefone do pai. Esse é o chamado Cartão da CORTE. O pai se senta com a filha e lhe ensina que ela é diferente das colegas da escola, mostra seus valores e sua identidade: “Você é uma princesa de Deus”, ele resume. E dá algumas dicas para lidar com garotos bem (ou mal) intencionados que se aproximarem dela, querendo namorar, ficar e assediar: “ Entregue seu cartão a ele e diga para me ligar e vir  falar comigo”.
(...)
Numa dessas famílias, o pai veio ter com sua filha e lhe entregou o Cartão da CORTE, e disse: “Filha, você é uma princesa. Se algum dia um homem se aproximar de você querendo namorá-la, entregue a ele este cartão. Se algum homem quiser ‘levá-la para cama’, me ligue de onde estiver, a qualquer hora”. Ela disse: “Sim, papai. Quer dizer que posso contar contigo? Ótimo!”
Bem, a garota cresceu, amadureceu, foi aprovada no “Hall da CORTE” e encontrou um garoto interessante na igreja que chamou para se relacionar- na CORTE, claro. Como resposta, ela entregou seu cartão para ele e logo ele entrou em contato com o pai dela. Os dois, o garoto e o pai da moça, marcaram várias reuniões, juntos com ela, só os dois em separado, almoços em família, lanches. O garoto foi aprovado pelo pai da moça e eles entraram na CORTE, noivaram e se casaram em um ano e meio.
O dia da cerimônia do casamento foi um dia maravilhoso e muito emocionante para a garota e para seu pai, afinal ambos tinham planejado e vivido tudo juntos, era um projeto da família. A cerimônia foi maravilhosa, um culto cheio de unção de Deus, como se os céus estivessem sorrindo, em sinal de aprovação àquele caminho seguido pelos jovens.
Depois da cerimônia e da festa, já pela madrugada, os noivos foram para a suíte nupcial e os pais para casa. Altas horas da noite, o telefone toca na casa do pai da garota. Ele acorda assustado para atender o telefone pensado: “Será que aconteceu algo errado com minha filha?” quando ele atende é ela ao telefone:
- Pai, estou te ligando...
-Sim, minha filha. Aconteceu algo de errado? Que foi? – interrompeu apavorado o pai.
- Não. Nada de errado. Bem, o senhor lembra daquele trato que fizemos no dia que o senhor me deu o cartão da CORTE?
-Sim, minha filha. – respondeu o pai com voz embragada.
-Lembra de tudo o que o senhor falou?
-Certamente... – disse em lágrimas.
- Realmente eu sou uma princesa, estou sendo tratada como tal... – do outro lado só lágrimas do pai – Estou te ligando porque tem um homem  tentando me levar para cama...
-Sim, minha filha. Obrigado por ter confiado no papai. Quero lhe dizer algo: tenha a primeira das melhores noites benditas que você terá na sua vida ao lado do seu príncipe. Abençoo sua primeira relação intima, Abençoo e declaro que você desfrute do prazer real , em amor  e diante de Deus. Fiquem na graça de Deus, filha...- Lembrou ele- desfrute do melhor, com liberdade e alegria. Vocês merecem.
- Amém. Obrigada pai. – e desligaram os telefones.  
(...)”
LIVRO- NO HALL DA CORTE - JOSÉ CARLOS ASSIS MELO JR.

2009

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