terça-feira, 30 de maio de 2017

Um resumão de como eu conheci a Paternidade

Meus pais sempre me deram tudo quanto eu precisava, nunca me faltou nada.
Na minha infância, a maior parte do tempo meu pai estava trabalhando para isso. Para pagar escola, botar comida em casa, sustentar a casa.... Só faltava ele estar mais presente. Minha mãe ficava com a parte do ESTAR PRESENTE e mesmo assim eu não desenvolvi com ela uma relação de "mãe e filha". Eu nunca criei um laço de amizade onde eu confiaria nela pra tudo. Não conversávamos sobre nós, sobre coisas de meninas, sobre eu. Eu tinha carência disso. De atenção e de carinho.
Até que com certa idade eu comecei a conviver com mais pessoas e qualquer pessoa que me desse um pouquinho mais de atenção era motivo de eu me entregar por inteira. Comecei a colecionar paixões vazias, amores ilusionados por uma reciprocidade inexistente. Eu me jogava de cabeça em mares rasos, me feria, mas logo superava. Aprendi a superar. 
Superava um, dois, cinco, dez em três meses ou menos. O tempo era pouco pra quantidade de pessoas que passavam na minha vida. E eu as descartava, não que fosse minha intenção, mas era consequência da desilusão.
Careci de atenção, de carinho e agora de amor. Conforme fui ficando mais velha, o pouco relacionamento que tinha com minha mãe foi se esfriando, eu era motivo de decepção e ela sempre deixava isso claro para mim. Me frustrava, minha própria mãe lançava palavras negativas na minha vida, no meu futuro.
Continuei a me entregar a pessoas que muitas vezes mal conhecia, eu era um livro escancarado , todos podiam saber tudo da minha vida, e sabiam, o que eu sentia, o que eu pensava, o que eu era. Menos minha mãe, ela não me lia. 
Continuei nessa de me entregar a qualquer pessoa. Só que dessa vez, eu buscava em mulheres e isso era descaradamente. Todos os meus amigos já sabiam e até me incentivavam, apresentavam outras pessoas... 
(...)

Em um fim de semana fui convidada a ir em um seminário em outra cidade. Eu estava curiosa mas não muito animada, por eu não conhecer nada e ninguém. Mas foi o melhor lugar que eu podia ter ido, naquele dia, naquele mês, naquele momento.
Lá eu conhecia o que era ser amada, que eu tinha atenção e o carinho de quem mais me amava na vida. Conheci a Paternidade e me apaixonei. Me apaixonei por um Pai que nunca me deixou, que nunca deixou de me amar. Por um Pai que sempre quis o melhor pra mim. E desde esse dia eu vivo nesse amor que me transborda. Isso foi em Dezembro.
Lá eu aprendi também que eu não precisava do amor de mais ninguém. O Próprio amor me amou. Eu tinha o amor de quem era o Amor. 

Em Janeiro, passei por uma luta dificílima pra mim.  Fiz as coisas do meu jeito, não do jeito do meu Pai, porque se fosse do jeito do meu Pai eu não iria me ferir. Eu estava na carne e fechei meus ouvidos para o Espirito Santo. Resumindo: Enquanto eu ainda estava fazendo do meu jeito, dava errado, eu me machucava, o final era triste. 

Quando eu finalmente me recuperei, comecei a me apaixonar por outra pessoa e o Espirito Santo mais uma vez me incomodou, mais uma vez não!
Em uma crise de ciumes minha, conversando com essa pessoa, eu percebi que não era aquilo que o Pai queria pra mim. Nessa noite, eu conversei com o Pai, me arrependi de todo o meu coração, e pedi pra que Ele assumisse o controle da minha vida. Porque eu entendi que é sobre Ele, é tudo pra Ele, por Ele, tudo dEle. 
É claro que a luta sempre continua, mas quando Ele está no controle é muito mais fácil. 


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Preciso falar sobre Marina

Pediram-me que escrevesse sobre Marina, fiquei adiando até hoje. Na verdade, em outra oportunidade, eu já tinha começado a escrever sobre ela, mas como na maioria dos meus textos, eu não consegui terminar.
Resolvi escrever sobre ela devido a uma cena que me veio à cabeça, uma lembrança dela correndo no corredor do colégio, dando um pulo e batendo os pés no ar. Ela parecia tão feliz, e era assim que eu quase sempre a via.
Ela tinha um pouquinho mais que um metro e  meio de altura, mas tinha uma força enorme. Passara por dificuldades e ainda assim sempre mantinha um sorriso no rosto.
Ela teria me encantado por ela desde o primeiro dia que a vi.
Nunca foi discreta.
Chamava atenção por falar muito e ter um riso contagiante. Lembro-me como estivesse escutado ainda hoje a sua risada.
Seus olhos tinham um brilho tão único, olhos grandes e castanhos, que com o seu charme me constrangia.
Foram poucos os momentos que eu pude passar com ela, mas eram os momentos mais alegres para mim naqueles meses.
Ela tinha depositado confiança em mim, e eu era extremamente feliz por isso. Mas eu errei com ela, errei com a pessoa pelo qual estava apaixonada e isso sinceramente me matava.
Todas as discussões que tínhamos eram por minha culpa, muitas vezes porque eu queria cuidar dela e não sabia como. Eu implorava pra que ela me desculpasse, implorava perdão com tanta freqüência que isso a deixava mais nervosa. Muitas vezes eu nem sabia onde tinha errado.
Fomos afastando-nos devido a essas confusões, e isso me feria porque cada dia que passava eu me apaixonava ainda mais por ela. Cada dia ela ficava mais linda, cada mês, cada ano. Foram dois anos...Hoje já fazem um pouco mais que 4 anos, e ela a cada dia, a cada mês e a cada ano, fica mais linda ainda.
Hoje só a tenho no Facebook, não conversamos. E apesar de tudo, eu peço a Deus que a proteja, porque jamais deixarei de desejar o bem á quem um dia amei. E jamais deixarei de desejar o bem a pessoas maravilhosas, assim como ela.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

É sobre a moça dos cachos



Ela inspira boa arte 
Poesia em pessoa
Chora com a boa literatura

Seu corpo é frio
Mas o coração parece ferver de amor
Suas tatuagens são tão coloridas quanto a sua vida, ou pelo menos é essa impressão que ela passa

Ela é tão delicada quanto as flores no começo do outono 
Daquelas que é linda por dentro e por fora
Seu sorriso, esbranja beleza
Seus cabelos passam um ar de ousadia
De alguém que é determinada
Tem força
Ousadia
Sabe o que quer 

Tão linda
Tão doce
Tão delicada
Tão poesia

Torço pra um dia poder lê-la  e assim lhe descrever ainda mais
     


                                                                        - Bianca Barbosa

segunda-feira, 1 de maio de 2017

É sobre despertar o melhor lado das pessoas

É maravilhoso ouvir que você desperta as melhores partes das pessoas.
Já ouvi isso de vários amigos e fico imensamente feliz em saber disso.
Lembro da primeira pessoa que me falou isso, seu nome era Gabi, ela era de Goiana, e nunca tínhamos nos visto pessoalmente, e nunca nem nos vimos até hoje. Ela me conheceu através de uma amiga, que até hoje essa história é mal explicada. Parece que ela tinha me achado bonita e queria me conhecer, minha amiga que sabia que eu ia tratar ela bem, como trato a todos, deu meu número pra ela. Então, ela me chamou e passamos a conversar muito, de muitas coisas, passávamos o dia inteiro conversando, eu sabia o dia-a-dia dela e ela sabia o meu. 
As vezes aconteciam algumas situações em que ela ficava extremamente estressada, e eu sempre passava tranquilidade pra ela, sempre acalmava. Ela muitas vezes brigava com o sindico de seu prédio, e eu pedia pra ela começar a ver o lado dele, a ponto dela pedir desculpas pra ele. Ela deixava de beber ou fumar, porquê sabia que eu não gostava... Entre pequenas coisas que ela fazia diferente do que estava acostumada. Éramos totalmente diferentes uma da outra. E ela admirava o meu jeito, e eu queria apenas ter a coragem que ela tinha, a ousadia, e ser tão "nem ai pra nada" como ela era. Mas isso é outra história.
Ela sempre me dizia: "Você me faz ser uma pessoa melhor".
Mal sabia eu que mais tarde ouviria tantas outras pessoas me dizendo isso.
Como um "Só você conhece esse meu lado bom" 
"Você é a única que enxerga o meu lado bom"
"Você sabe ver o melhor lado das pessoas"
"Você desperta a bondade nas pessoas"

Eu nunca procurei mudar alguém, mas sim despertar as melhores partes das pessoas. Acho que todos tem um potencial incrível para serem alguém melhor, alguns só precisam de um empurrãozinho.
E sério, vale muito a pena ser assim.