A porta do meu peito
estava aberta, mas isso não a impedia de perdi licença pra entrar no meu
coração.
Quando eu vi já era tarde, ela já tinha se
acomodado ali, em um cantinho só dela.
Garota de bom papo, divertida e bem-humorada foi
fazendo morada nos meus pensamentos, o tempo todo eu me pegava pesando nela.
E quando eu menos
esperava, ela já estava presente no meu dia a dia. Sua ausência pra mim era
como abstinência de algo que somos viciados.
A verdade
é que eu não esperava nada, foi tudo uma grande surpresa. E ela o tempo todo
com sua ousadia, daquelas mulheres que sabem o que querem, me conquistava ainda
mais.
Talvez ela quisesse uma nova casa, um novo
aconchego, uma proteção, uma nova morada, alguém que lhe dissesse que iria
ficar tudo bem. E eu tinha tudo isso pra
dar, como sempre tive. Não cabia a mim negar. Era
inevitável.
Ela, mulher bela, paulistana, que trazia o
sotaque nas canções que cantava e tocava. Conhecia
o mundo a fora, tinha experiência enquanto eu estava presa no meu mundinho de
sempre, procurando alguma morada também.
Com ela eu me sentia a vontade pra falar das
minhas fraquezas e guerras internas, lutas contra minha própria carne. Afinal,
a carne é fraca.
Ela fazia eu me sentir tão bem e ao mesmo tempo
causava um alvoroço dentro de mim. Eu me perco nos meus sentimentos, como
sempre me perdi.
E, talvez eu me encontrasse em um dos teus
abraços forte e reconstruísse cada pedacinho meu. Fizesse morada em teu
coração. Assim como ela faz no meu. Mas eu já nem sei o que estou fazendo aqui.
Eu me perdi, me perdi
novamente.
No sorriso, nas palavras,
no jeito dela, que é só dela. Talvez ela seja o meu vicio.
Ela, mulher ousada, bela,
determinada, garota interessante, com toda sua formosura, só dela...
- “Ah Moça! Aqui dentro tá
um caos enorme, então não vai embora não. Não antes de eu vencer a minha carne
e resisti a esse vicio que é você”.
- Bianca Barbosa
Para: Caroline