sábado, 21 de janeiro de 2017

Preciso falar sobre Caroline



A porta do meu peito estava aberta, mas isso não a impedia de perdi licença pra entrar no meu coração.
Quando eu vi já era tarde, ela já tinha se acomodado ali, em um cantinho só dela.
Garota de bom papo, divertida e bem-humorada foi fazendo morada nos meus pensamentos, o tempo todo eu me pegava pesando nela.

E quando eu menos esperava, ela já estava presente no meu dia a dia. Sua ausência pra mim era como abstinência de algo que somos viciados.

 A verdade é que eu não esperava nada, foi tudo uma grande surpresa. E ela o tempo todo com sua ousadia, daquelas mulheres que sabem o que querem, me conquistava ainda mais. 
Talvez ela quisesse uma nova casa, um novo aconchego, uma proteção, uma nova morada, alguém que lhe dissesse que iria ficar tudo bem.  E eu tinha tudo isso pra dar, como sempre tive. Não cabia a mim negar. Era inevitável.
Ela, mulher bela, paulistana, que trazia o sotaque nas canções que cantava e tocava. Conhecia o mundo a fora, tinha experiência enquanto eu estava presa no meu mundinho de sempre, procurando alguma morada também. 
Com ela eu me sentia a vontade pra falar das minhas fraquezas e guerras internas, lutas contra minha própria carne. Afinal, a carne é fraca. 
Ela fazia eu me sentir tão bem e ao mesmo tempo causava um alvoroço dentro de mim. Eu me perco nos meus sentimentos, como sempre me perdi. 

E, talvez eu me encontrasse em um dos teus abraços forte e reconstruísse cada pedacinho meu. Fizesse morada em teu coração. Assim como ela faz no meu. Mas eu já nem sei o que estou fazendo aqui.

Eu me perdi, me perdi novamente.
No sorriso, nas palavras, no jeito dela, que é só dela. Talvez ela seja o meu vicio.
Ela, mulher ousada, bela, determinada, garota interessante, com toda sua formosura, só dela...

- “Ah Moça! Aqui dentro tá um caos enorme, então não vai embora não. Não antes de eu vencer a minha carne e resisti a esse vicio que é você”. 



- Bianca Barbosa 
Para: Caroline 

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