A caminho de casa em um ônibus lotado, onde eu estava em pé,
me segurando nas barras de metal, reparei na minha mão e vi que minhas veias
estavam saltadas, bem visíveis. Lembrei do meu avô que sempre foi muito
brincalhão, que quando eu era criança perguntava pra ele o que eram essas
linhas verdes que a gente tinha pelo corpo todo e ele dizia que eram cobras que
moravam dentro da gente. E eu acreditava mesmo nisso.
(Do ponto de espera ao destino final muita coisa acontece)
Nov. 2016
Nov. 2016
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