Meus pais sempre me deram tudo quanto eu precisava, nunca me faltou nada.
Na minha infância, a maior parte do tempo meu pai estava trabalhando para isso. Para pagar escola, botar comida em casa, sustentar a casa.... Só faltava ele estar mais presente. Minha mãe ficava com a parte do ESTAR PRESENTE e mesmo assim eu não desenvolvi com ela uma relação de "mãe e filha". Eu nunca criei um laço de amizade onde eu confiaria nela pra tudo. Não conversávamos sobre nós, sobre coisas de meninas, sobre eu. Eu tinha carência disso. De atenção e de carinho.
Até que com certa idade eu comecei a conviver com mais pessoas e qualquer pessoa que me desse um pouquinho mais de atenção era motivo de eu me entregar por inteira. Comecei a colecionar paixões vazias, amores ilusionados por uma reciprocidade inexistente. Eu me jogava de cabeça em mares rasos, me feria, mas logo superava. Aprendi a superar.
Superava um, dois, cinco, dez em três meses ou menos. O tempo era pouco pra quantidade de pessoas que passavam na minha vida. E eu as descartava, não que fosse minha intenção, mas era consequência da desilusão.
Careci de atenção, de carinho e agora de amor. Conforme fui ficando mais velha, o pouco relacionamento que tinha com minha mãe foi se esfriando, eu era motivo de decepção e ela sempre deixava isso claro para mim. Me frustrava, minha própria mãe lançava palavras negativas na minha vida, no meu futuro.
Continuei a me entregar a pessoas que muitas vezes mal conhecia, eu era um livro escancarado , todos podiam saber tudo da minha vida, e sabiam, o que eu sentia, o que eu pensava, o que eu era. Menos minha mãe, ela não me lia.
Continuei nessa de me entregar a qualquer pessoa. Só que dessa vez, eu buscava em mulheres e isso era descaradamente. Todos os meus amigos já sabiam e até me incentivavam, apresentavam outras pessoas...
(...)
Em um fim de semana fui convidada a ir em um seminário em outra cidade. Eu estava curiosa mas não muito animada, por eu não conhecer nada e ninguém. Mas foi o melhor lugar que eu podia ter ido, naquele dia, naquele mês, naquele momento.
Lá eu conhecia o que era ser amada, que eu tinha atenção e o carinho de quem mais me amava na vida. Conheci a Paternidade e me apaixonei. Me apaixonei por um Pai que nunca me deixou, que nunca deixou de me amar. Por um Pai que sempre quis o melhor pra mim. E desde esse dia eu vivo nesse amor que me transborda. Isso foi em Dezembro.
Lá eu aprendi também que eu não precisava do amor de mais ninguém. O Próprio amor me amou. Eu tinha o amor de quem era o Amor.
Em Janeiro, passei por uma luta dificílima pra mim. Fiz as coisas do meu jeito, não do jeito do meu Pai, porque se fosse do jeito do meu Pai eu não iria me ferir. Eu estava na carne e fechei meus ouvidos para o Espirito Santo. Resumindo: Enquanto eu ainda estava fazendo do meu jeito, dava errado, eu me machucava, o final era triste.
Quando eu finalmente me recuperei, comecei a me apaixonar por outra pessoa e o Espirito Santo mais uma vez me incomodou, mais uma vez não!
Em uma crise de ciumes minha, conversando com essa pessoa, eu percebi que não era aquilo que o Pai queria pra mim. Nessa noite, eu conversei com o Pai, me arrependi de todo o meu coração, e pedi pra que Ele assumisse o controle da minha vida. Porque eu entendi que é sobre Ele, é tudo pra Ele, por Ele, tudo dEle.
É claro que a luta sempre continua, mas quando Ele está no controle é muito mais fácil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário